Estacionamento no IST - Carta Aberta ao Presidente do C.G.

A visão da gente que o frequenta.

Mensagempor jopr » Quinta Dez 17, 2009 16:08

Olá a todos.

Bem, normalmente não me costumo manifestar, apenas fui acompanhando esta discussão mas, já me estou a sentir incomodado com a arrogância de alguns dos autores da carta aberta.

Antes de mais deixo já claro que partilho a mesma preocupação dos autores da carta, em relação ao uso desmedido de automóveis em Lisboa. Mas, não acredito que este comportamento seja apenas devido à má educação ecológica da população e que estes devam, por isso ser, castigados através do pagamento de taxas e multas. A julgar pela linha de raciocínio da proposta, presumo que os autores devem também ser a favor do pagamento de portagens à entrada de Lisboa...

Na minha opinião, são medidas que revelam um conhecimento muito estreito dos problemas sociais e urbanísticos da cidade. A circulação excessiva de automóveis em Lisboa não se deve maioritariamente a comodistas! Nem todos os cidadãos escolhem ir viver para os arredores por comodismo! Por exemplo, um problema mais profundo que este dos estacionamentos é o da degradação e abandono dos edifícios residenciais no centro da cidade. Resumidamente, este aconteceu porque durante vários anos as rendas mantiveram-se constantes e os senhorios não se sentiram em condições de realizar obras de recuperação. Isto levou a uma escassez de locais residenciais no centro da cidade e, devido à sua raridade, ao consequente aumento de preço dos mesmos. Neste momento temos o centro de Lisboa, onde estão localizados a maior parte dos serviços e locais de trabalho, rodeada de quilómetros de zona residencial. Todos os dias mais de um milhão de pessoas tem de entrar na cidade de manhã e sair ao fim da tarde. Vêm da A5, IC19, A8, A12, A2, etc...360º (mais uma futura ponte...). O mesmo para quem vem de comboio. Se calhar, nem com os melhores transportes públicos se consegue resolver este problema.

Só dei este exemplo para tentar reduzir ao absurdo a vossa solução. Antes de começarem a mandar cartas e a publicitarem-se em sites (parecem uns sedentos de atenção! também querem aparecer no telejornal?) testem bem a vossa proposta. Acho bem que se mexam, mas façam-no com propostas minimamente ponderadas senão pessoal começa a descredibiliza-las e a odiá-las. É verdade que se tem de começar por algum lado mas penso que a taxação e redução de lugares do IST só pode ser feita quando a oferta de transporte publico for suficiente e decente. Se não, apenas estão a dar mais uma despesa às pessoas. Idealmente, quando a oferta de transporte publico for suficiente nem será preciso cortar e taxar lugares porque muitas pessoas irão naturalmente passar para os transportes públicos. E nesse momento sim, se for necessário, a vossa medida poderá ser aplicada a 100%. Até lá, tem de haver uma melhoria nos transportes públicos (que acho que até está a acontecer) acompanhada por iniciativas ao abandono do transporte particular (não tão drásticas como a vossa). Isto para não pedir uma descentralização dos locais de trabalho e a reabilitação e redução de preços da zona residencial no centro de Lisboa, que isso sim, seria muito mais bonito do que construir túneis e pontes.

Resumindo, concordo com a vossa preocupação e acho que é uma pena o IST estar no local onde está. Infelizmente, quando este foi construído, a Alameda era quase periferia de Lisboa. Agora é o centro. Mas não se esqueçam que o problema da mobilidade é bastante mais complexo e que não se soluciona a castigar as pessoas.

Vá, não me levem a mal pelo testamento que eu já não escrevo aqui há muito tempo.
:P
jopr
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Mensagempor cabeca » Quinta Dez 17, 2009 19:47

http://menos1carro.blogs.sapo.pt/197341.html Escreveu:Mário Alves: Estacionamento no Campus do IST 1/2
Tenho acompanhado o menos1carro com muita atenção desde o seu início. Ao longo destes anos tenho colaborado e aprendido muito. É um verdadeiro serviço público. Convidaram-me para ser o "editor por um dia". Decidi falar de um assunto que ainda se fala pouco em Portugal: a Gestão da Mobilidade aplicada a organizações. O planeamento da mobilidade centralizado e por iniciativa dos órgãos do Estado está longe de estar esgotado e é ainda uma prática rara em Portugal. No entanto, começa a ser claro que para conseguirmos as alterações necessárias nos próximos anos, no que diz respeito aos comportamentos de mobilidade, será necessário um planeamento disseminado e responsável por parte de todos os sectores da sociedade. Li com atenção este post do TMC e sei que neste momento existe um conjunto de alunos da minha ex-universidade a querer alterar a situação do estacionamento no Instituto Superior Técncio. Entretanto outros estabelecimentos de ensino Portugueses estão já a dar os primeiros passos com estratégias inovadoras de Gestão da Mobilidade e pessoas corajosas.

Eis a minha contribuição para hoje com um texto que escrevi em Junho de 2007:

Gestão da Mobilidade: da cidade à universidade

Depois de quase dez anos no estrangeiro, ao regressar ao Instituto Superior Técnico o que mais me chocou, profundamente e de imediato, foi a apropriação selvática do seu recinto pelos automóveis. É certo que nos últimos dois anos tem havido melhorias a este nível. No entanto, o Técnico tem especiais responsabilidades como local de excelência, exemplo e inovação para o resto do país e da cidade. As universidades que levem a sério a sua contribuição para uma sociedade mais sustentável, têm que necessariamente fazer um esforço institucional de repensar a acessibilidade e transportes ao seu campus. A emissão de Gases de Efeito de Estufa e os próprios limites físicos e ambientais da cidade e do recinto do IST seriam já razões suficientes para alterar uma situação que atingiu aspectos um pouco grotescos.
O Instituto Superior Técnico está localizado numa das zonas da cidade e do país com melhor acesso em transportes colectivos – duas estações de metro servidas por duas linhas de alta-frequência e fiabilidade (em breve [entretanto construída] uma nova linha unirá as duas estações de metro) e dezenas de percursos de autocarros. Está também numa zona da cidade relativamente densa e plana e com um espaço público generoso que, com algumas intervenções, poderá melhorar muito o conforto das deslocações a pé ou em bicicleta.
Estamos pois, perante uma situação e local ideal para desencadear um forte esforço institucional com vista a gerir de uma forma racional e eficiente o acesso de toda a comunidade que trabalha ou estuda na universidade.




http://menos1carro.blogs.sapo.pt/197794.html Escreveu:Mário Alves: Estacionamento do Campus do IST 2/2
(Primeira parte aqui)

Em zonas urbanas servidas por transportes colectivos, a variável que melhor explica a escolha de modo de transporte é a existência ou não de estacionamento no local de destino. O recinto do IST tornou-se na última década um exemplo de como a presença excessiva do automóvel é causa principal da degradação da qualidade ambiental do campus – a lógica de que cada canto é um espaço para colocar o carro tem que ser contrariada.
A Gestão da Mobilidade (GM) pode ser definida como um termo geral que engloba estratégias e medidas que resultam no uso mais eficiente de recursos necessários ao movimento de pessoas e bens. Se até agora o paradigma tem sido resolver os problemas da mobilidade aumentando a oferta, por exemplo, construindo mais estradas e oferecendo cada vez mais lugares de estacionamentos, a GM procura influenciar a mobilidade pelo lado da procura. No contexto de um campus universitário, implica o uso de meios inovadores para racionalizar e facilitar o acesso de todos. Apesar de relativamente recente, a GM já possui quase duas décadas de experiência em vários países do mundo.
Nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais habitual na Europa que instituições que servem e empreguem um grande número de pessoas (hospitais, universidades, fábricas, etc.) estabeleçam no seu seio um Centro de Mobilidade (CM) que se encarrega de informar, gerir e facilitar a acessibilidade e transportes à instituição. Uma das primeiras tarefas do CM é por norma, mas não obrigatoriamente, a execução de um Plano de Acessibilidade e Transportes para a Instituição.
Não sendo condição essencial para começar a pensar neste problema e ensaiar algumas soluções, este plano serve para estabelecer consensos e delinear um programa de acção. Um Centro de Mobilidade no IST poderia ter também a tarefa de distribuir informação relativamente ao serviço de transportes públicos da cidade, com ênfase nos percursos que servem a universidade, inclusivamente negociar com os operadores novos percursos, paragens ou mesmo tarifas especiais para quem trabalha ou estuda na instituição. É também comum que os CM estabeleçam os critérios de forma a gerir a atribuição de cartões de estacionamento.
Um lugar de estacionamento dentro de uma cidade como Lisboa tem um custo mensal considerável. Qualquer oferta de estacionamento gratuito constitui um subsídio escondido ao uso do automóvel. Não esquecer que o espaço ocupado por um automóvel estacionado é igual ao espaço de escritório necessário para um trabalhador. Algumas universidades no estrangeiro, já usam a receita da cobrança de estacionamento para oferecer passes de transportes colectivos ou mesmo bicicletas aos alunos com critérios claramente definidos. Estas medidas de restrição ao estacionamento poderão estar associadas a medidas de incentivo a que se desista do lugar de estacionamento ou, por exemplo, à criação de um sítio na rede para a gestão do encontro de parceiros para a partilha do carro.
O CM poderá também ser um elemento de pressão sobre a Câmara Municipal de Lisboa para que o espaço público envolvente do IST esteja bem tratado, tenha bons passeios livres de automóveis, as ruas tenham menos tráfego e sejam mais calmas para que seja mais fácil chegar ao Técnico de bicicleta ou a pé. As cadeiras de arquitectura ou transportes poderiam fazer trabalhos de desenho urbano e acalmia de tráfego na vizinhança da universidade, promovendo o debate em torno destes assuntos com o resto da sociedade civil e encorajar a CML a investir na requalificação do espaço público.
Uma dádiva simples, mas valiosa que a instituição poderia dar aos seus alunos, professores e também à cidade seria reduzir a oferta do número de estacionamentos dentro do seu recinto. Hoje em dia uma universidade que queira atrair quadros e estudantes exigentes e de qualidade tem que tomar conta do seu património – zonas verdes bem conservadas, limpas e abundantes, locais para estudar inspiradores, agradáveis e calmos, pontos de encontro vivos e abertos à cidade. Só para dar um exemplo, não é difícil de imaginar que um professor do MIT ficará com menos vontade de passar uma temporada no IST se durante a sua primeira visita tiver que caminhar entre um caos com poucas árvores e muitos carros.
A cidade e os estudantes não esperam menos da sua universidade. Já muito foi feito, muito haverá que fazer.

Mário José Alves, ex-aluno
Recomendação para biblioteca: Transportation and Sustainable Campus Communities: Issues, Examples, Solutions Will Toor and Spenser W. Havlick. Island Press, Washington, DC, 2004.
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Mensagempor cabeca » Quinta Dez 17, 2009 19:52

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Mensagempor Shadow88 » Quinta Dez 17, 2009 20:18

Tu não deves ter espaço para andar no IST. Falta-te sitio para andares? Mas que raio é o teu problema? Não tens sítio para por a bicicleta?

Por mim olha, é meter um olival ali como quem sobe da alameda e em frennte ao central uma plantação de batatas. Não podes dirigir toda a tua raiva para o tópico da cantina?

Ainda não percebi... a ti incomóda-te ver carros ou não tens mesmo nada que fazer? Explica-me devagar para ver se eu entendo. Pá como do que quiseres, mas não obrigues toda a gente a ser como tu. Caso não tenhas reparado, ninguém se queixa de haver carros cá dentro.
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Mensagempor Tomé » Quinta Dez 17, 2009 20:35

por acaso não me importava de abancar à frente do central sentado como se tivesse no secundário.

também tou de acordo em cortar o trânsito à frente do central, perder-se-iam muitos lugares, mas realmente já se podia mostrar a entrada decentemente.
Pedro Oliveira Escreveu:eu ando me sempre a queixar.... LOL
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Mensagempor cabeca » Quinta Dez 17, 2009 20:48

Óh Sombra Oitenta e Oito,

Shadow88 Escreveu:Tu não deves ter espaço para andar no IST. Falta-te sitio para andares? Mas que raio é o teu problema? Não tens sítio para por a bicicleta?

Por mim olha, é meter um olival ali como quem sobe da alameda e em frennte ao central uma plantação de batatas. Não podes dirigir toda a tua raiva para o tópico da cantina?


Mas estás a ver alguém aqui com raiva? Eu estou a expor o meu ponto de vista (claramente oposto ao teu, já percebi) de forma cordial e com algum humor. O objectivo é colocar pessoas a pensar e a debater civilizadamente sobre este assunto.

A única pessoa com raiva que vi aqui foste tú, com as tuas respostas zangadas de automobilista incomodado com a proposta.

Shadow88 Escreveu:Ainda não percebi... a ti incomóda-te ver carros ou não tens mesmo nada que fazer? Explica-me devagar para ver se eu entendo. Pá como do que quiseres, mas não obrigues toda a gente a ser como tu. Caso não tenhas reparado, ninguém se queixa de haver carros cá dentro.


Já expliquei anteriormente. Carrega no link ali em cima que diz '1' e lê tudo de novo até ao '8'. E estás enganado. Há mais gente a queixar-se dos carros cá dentro. Não são é tão ruidosos como tú.

Tá bom assim, pá?

Miguel Cabeça
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Mensagempor Shadow88 » Quinta Dez 17, 2009 23:23

Certo.

Caro Cabeca,

Eu não venho de carro para o IST. E provavelmente ando mais de transportes públicos do que tu, sempre andei e pelos vistos vou continuar a andar.

Os teus argumentos são de quem vive no pólo norte e mesmo assim precisa de um frigorifico. Pois olha, eu não vivo no pólo norte, e se tu vives, fixe. Eu acho que é indecente haver parquímetros á volta do IST.

Tu achas indecente não haver uma plantação de beterrabas na avenida da república e o trânsito não ser cortado na cidade toda. São pontos de vista.

Do ponto de vista do esquimó que precisa do frigorífico, realmente concordo, não precisa. Agora se viveres no Zimbabwé, dá jeito [olha, lá nem há muitos carros]. Agora, sê lá esquimó à vontade, não me negues é o frigorífico. Tu estás incomodado e não percebo porquê.

Eu estou incomodado, porque me incomoda o facto do teu incómodo se dever ao facto do teu umbigo viver ao lado do IST. O meu não vive. E todos os dias partilho o comboio com vários umbigos que não vivem.

[Já mudaste o aquecedor a óleo?]

Adorava ver-te de bicicleta dentro do comboio as 8.00. Eu pago o bilhete se quiseres.

P.S Tú, não leva acento. É tu! ...'Pá'.
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Mensagempor cabeca » Sexta Dez 18, 2009 00:09

Shadow88 Escreveu:P.S Tú, não leva acento. É tu! ...'Pá'.


Está correcto sim senhor. Obrigado por me chamares a atenção para essa imprecisão.

Cumprimentos

Miguel Cabeça
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Mensagempor pereirinha » Sexta Dez 18, 2009 00:42

cabeca Escreveu:
Shadow88 Escreveu:P.S Tú, não leva acento. É tu! ...'Pá'.


Está correcto sim senhor. Obrigado por me chamares a atenção para essa imprecisão.

Cumprimentos

Miguel Cabeça


o post dele cheio de razão e tu foste-te focar só nisso? quem não quer ver...


enfim... uns queriam o técnico sem carros, eu queria paz no mundo no natal, mas nas palavras do filósofo jagger, you can't always get what you want.
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Mensagempor Shadow88 » Sexta Dez 18, 2009 01:02

cabeca Escreveu:
Shadow88 Escreveu:P.S Tú, não leva acento. É tu! ...'Pá'.


Está correcto sim senhor. Obrigado por me chamares a atenção para essa imprecisão.

Cumprimentos

Miguel Cabeça


Eu chamei à atenção de todas as imprecisões ao longo dos meus posts. Tu é que não as queres ler ou entender.

Queres à força que eu seja um condutor incomodado. Quando provavelmente a vida que levo é menos poluente que a tua, mas só provavelmente. Se te preocupasses com o meio ambiente escrevias sobre os EUA e a China. Agora reaccionários e agitadores anarquistas com ideias pseudo-liberais? Lamento, tu queres chamar à atenção para tudo menos para o que defendes.

Aflige-me mais o facto de não termos sensores para acender as luzes nas casas de banho do que o facto de carros estacionarem dentro do IST. Ou o facto do isolamento térmico de todos os edificios ser uma miséria. Ou pelo facto dos senhores dos bares deixarem os frigorificos abertos depois de tirarem o que precisam lá de dentro.
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Mensagempor Pimentel » Sexta Dez 18, 2009 01:39

Shadow88 Escreveu:Caso não tenhas reparado, ninguém se queixa de haver carros cá dentro.

Ahem...

Tu realmente deves adorar ver carros em tudo o que é sítio.

A parte da frente do central e a entrada no portão do lado de civil são completamente atrozes. Esse post com as imagens está brutal mesmo.

Não percebo como é que alguém que ainda por cima não beneficia do estacionamento dentro do técnico pode ser tão contra a redução do parque de estacionamento...

Sugestão, para quem tiver tempo: procurar fotos dos campi de outras universidades internacionais, comparar com o IST, imaginar essas universidades cheias de carros, e comparar com o IST outra vez. :wink:

E a questão dos carros não é só ambiental. Raios, esta discussão foi muito mais acerca das razões não ambientais.

E preferias mesmo ter sensores nas casas de banho? Mas que raio é o teu problema? Não tens mãozinhas para acender e apagar a luz?

Shadow88 Escreveu:Ainda não percebi... a ti incomóda-te

BTW, é "incomoda-te". :wink:
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Mensagempor FGuapo » Sexta Dez 18, 2009 01:48

O que me f*de a cabeça, é o estacionamento onde é suposto haver passeio, nas entradas das torres.

Estou mt bem a subir, e aparece um carro a entrar, as minhas opções são: atirar-me pra relva, atirar-me contra o kangoo estacionado, ou esperar que o carro nao me atropele com muita força. :roll:
bife da vazia bem passado?
é o país que temos.
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Mensagempor :fliu » Sexta Dez 18, 2009 01:56

Pimentel Escreveu:Não percebo como é que alguém que ainda por cima não beneficia do estacionamento dentro do técnico pode ser tão contra a redução do parque de estacionamento...



Pois... é o problema de tanta gente... não perceber como é que há pessoas que se conseguem abstrair da sua realidade e pensar nas situações das outras pessoas e nas necessidades delas...

Eu também não beneficio do parque e no entanto acho que é importante haver condições para que quem não tenha alternativas válidas possa ir de carro e não ser sub-carregado com mais uma despesa extra... As pessoas gostam tanto de deitar dinheiro fora que preferem pagar 10 vezes mais em gasolina do que em passe mesmo se tiverem alternativas melhores... não é?
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Mensagempor VascoP » Sexta Dez 18, 2009 02:07

Mas que cena. Isto é mesmo de pessoal que não tem muito que fazer. Primeiro que tudo discussões de internet levam sempre a bom porto! Aliás, para quem não quer estudar química este tópico é demais!

E depois, eu concordo com muitos dos pontos de vista do Shadow88. Mas o ponto principal, sem estar a atacar ou defender ideias apenas porque o portador tem ou não tem carro, vive perto ou longe, tem estacionamento ou não, é rico ou não, é o de que se existem mudanças de comportamento que não afectam a qualidade de vida de ninguém (como sensores e os tais fechos de porta de frigorífico, isolar melhor as salas, proibir o uso do elevador a pessoas bem capazes de subir pelas próprias perninhas...) estas devem ser tomadas muito antes de outras que visam uma alteração brusca na estrutura e modo de deslocamento dos utilizadores do IST.

Como tal, deixem lá os carros, que eles existem em todo o lado. E histórias de 'ah e tal ia sendo atropelado' entram-me por um ouvido e saem por outro. Muito incomodados tivessem ficado tinham apontado a matrícula.


Resto de boa discussão que aqui o 'Je' já opinou :P
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Mensagempor Hugo Silva » Sexta Dez 18, 2009 10:34

Mais uma vez, acho que a solução passa por replicar o que existe no Castelo de S. Jorge. Desculpem lá, mas nós é que estamos numa faculdade de engenharia reconhecida internacionalmente, e quem vive ao pé de um castelo é que beneficia de um parqueamento com robôs?! Não tarda muito estamos a fazer feiras medievais em frente ao central, e a administração do castelito a fazer reactores nucleares.

Posto isto e falando a sério, não seria possível ao Técnico fazer uma parceria com a EMEL?? Do género, temos +- 4h ou 5h de aulas por dia, logo, durante esse período pagava-se simplesmente 1€, desde que tivéssemos um selo do IST no carro. A partir das 6h, pagava-se 2.50€, das 7h, 4€, etc. Não é a melhor solução, mas é muito mais racional que andar a distribuir lugares consoante a distância de um estudante ao Técnico (um lugar já era meu), melhor que andar a encher o Técnico de silos (eu sei que era a gozar) ou tomar a medida radical de proibir a entrada de carros no Técnico. Aliás, esta ultima medida, só seria possível mesmo se fosse delineada uma parceria com a EMEL ou com os parques da Alameda e do Arco do Cego.
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