Estacionamento no IST - Carta Aberta ao Presidente do C.G.

A visão da gente que o frequenta.

Mensagempor Shadow88 » Sexta Dez 18, 2009 12:03

Acho que sim, acabem com os carros dentro do IST.

Mas então arranjem disticos para o pessoal do IST poder estacionar a volta do IST. Sem pagar ou mesmo pagando. Eu pagava de bom grado uns 50€ ou 100€ por ano para poder por o carro aqui ao lado do IST.

Isso é que é vergonhoso, parquímetro para nós à porta da faculdade.
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Mensagempor Johnny » Sexta Dez 18, 2009 12:15

Hugo Silva Escreveu:Posto isto e falando a sério, não seria possível ao Técnico fazer uma parceria com a EMEL?? Do género, temos +- 4h ou 5h de aulas por dia, logo, durante esse período pagava-se simplesmente 1€, desde que tivéssemos um selo do IST no carro. A partir das 6h, pagava-se 2.50€, das 7h, 4€, etc.


Concordo plenamente e acho que é melhor solução até agora.
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Mensagempor Mustaffa » Sexta Dez 18, 2009 12:30

para os gajos da EMEL seria muito dificil fazerem o controlo. Eles tinham que associar o cartao do ist a um so veiculo. Os gajos da EMEL querem ter tudo controlado mesmo ao maximo.

Eles devem ter medo que se façam aí umas alcatruas com isso.
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Mensagempor Sóbrio » Sexta Dez 18, 2009 12:37

concordo plenamente!
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Mensagempor ReDaLeRt » Sexta Dez 18, 2009 13:06

Mustaffa Escreveu:para os gajos da EMEL seria muito dificil fazerem o controlo. Eles tinham que associar o cartao do ist a um so veiculo. Os gajos da EMEL querem ter tudo controlado mesmo ao maximo.

Eles devem ter medo que se façam aí umas alcatruas com isso.


Fácil: dísticos anuais...


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Mensagempor Pimentel » Sexta Dez 18, 2009 13:09

VascoP Escreveu:Como tal, deixem lá os carros, que eles existem em todo o lado. E histórias de 'ah e tal ia sendo atropelado' entram-me por um ouvido e saem por outro. Muito incomodados tivessem ficado tinham apontado a matrícula.

Como tal, deixem lá os assaltos ao pé do IST, que eles existem em todo o lado. E histórias de 'ah e tal ia ficando sem o portátil' entram-me por um ouvido e saem por outro. Muito incomodados tivessem ficado tinham feito queixa na polícia.


:fliu Escreveu:Pois... é o problema de tanta gente... não perceber como é que há pessoas que se conseguem abstrair da sua realidade e pensar nas situações das outras pessoas e nas necessidades delas...

A coisa dá para o outro lado também. Não consegues pensar nas pessoas que não usam carro e têm que levar com o nojo que é o exagero de carros estacionados no meio do IST.

Shadow88 Escreveu:Isso é que é vergonhoso, parquímetro para nós à porta da faculdade.

Mas vergonhoso porquê?? Mas é uma vergonha pagar por algo que tem custo para outros? Por aí também é uma vergonha um aluno do IST ter que pagar transportes públicos, ou as refeições na cantina serem pagas! Para quem mora longe e não pode almoçar em casa, "acho que é importante haver condições para que quem não tenha alternativas válidas possa" almoçar "e não ser sobrecarregado com mais uma despesa extra".
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Mensagempor Pedro Oliveira » Sexta Dez 18, 2009 13:41

nós temos uma coisa boa... estacionamento gratuíto... e ainda assim se queixam...

povo estranho...
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Mensagempor sarocass » Sexta Dez 18, 2009 14:01

Após uma leitura diagonal de todo o tópico não posso deixar de tecer algumas considerações:

Os autores desta carta aberta, claramente deveriam saber que esta não é uma altura muito propicia a apresentar uma proposta deste género. Isto envolveria um grande reboliço entre funcionários docentes e não docentes do nosso instituto, numa fase em que o Prof. Cruz Serra (e sua equipa) se debate com problemas GRAVíSSIMOS para a sobrevivência deste grandioso Instituto! Isto é claramente SECUNDÁRIO para o futuro imediato do IST...

Possivelmente no futuro, isto será algo possivel, mas de uma forma muito gradual...

Espero sinceramente que isto não "irrite" os orgãos máximos da nossa Escola, e apenas e só passem a tal hora de entrada com cartão limitado para as 20h! Isso irritaria fortemente uma grande parte dos alunos que apenas usufruem desse privilégio! E aí vocês (sim, representantes de estrema esquerda no nosso Instituto - Mext) não ficariam nada bem vistos... e as vossas intenções futuras ficariam completamente comprometidas... (AEIST, conselho geral, conselho de escola, etc :?: )

Para finalizar, é engraçado ver este tal de "cabeca" que só responde ao que lhe convém, e quando sabe que claramente não tem a mínima "razão" não opina ou tenta mudar o rumo da conversa!

Cumprimentos
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Mensagempor rod_mortalha » Sexta Dez 18, 2009 16:36

Se há gente, muita ou pouca, que só pode vir de carro a partir da sua residência, nem o Técnico nem a EMEL têm alguma coisa a ver com isso nem têm de lhes garantir lugar, ainda por cima por uma pechincha.

Só se alguém muito demente vier a ocupar o cargo que se ocupa destas matérias na EMEL / CML / whateverL é que um "dístico IST" vai aparecer. O IST está no centro da cidade, logo o estacionamento tem de ser pago - e bem pago! Se assim fosse teria de haver dístico ISEG ou mesmo UTL, UL, entre outras entidades com pessoas que se queixassem de morar longe.

O IST está suficientemente bem servido de transportes urbanos e até suburbanos (linha de Sintra, Cascais, Azambuja...). As estações dos transportes urbanos também estão providas de parques de estacionamento. Não há razões para virem aumentar a desordem das ruas da Capital em horário laboral.
Se moram longe de uma estação de comboio suburbano e não estão bem servidos de transportes à porta de casa, perdendo imenso tempo para chegarem ao comboio, queixem-se! Agora, mais uma vez, o IST não tem nada a ver com isso. Quando escolheram a Faculdade sabiam da sua localização.
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Mensagempor Pedro Oliveira » Sexta Dez 18, 2009 16:47

quando escolheram a faculdade sabiam que ela tinha carros no seu interior....
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Mensagempor Sóbrio » Sexta Dez 18, 2009 16:56

<3 metro
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Mensagempor :fliu » Sexta Dez 18, 2009 17:05

Eu quando escolhi a faculdade sabia que era a faculdade que queria com o curso que queria...
E acreditei que como em todo o lado onde se trabalha à alguém que se preocupa com as acessibilidades. Prefiro perder menos 1 hora em transportes por dia, chegar a tempo a testes e exames, do que andar por lá a bater contra arvores em vez de bater contra carros...
Quando quero estar em contacto com a natureza dirijo-me aos locais apropriados para isso... Ali é o meu local de trabalho. Já repararam na lástima que está o jardim norte? Sinceramente, acho que preferia que estivesse pavimentado e com carros do que com terra batida aos altos e baixos...


Pimentel Escreveu:A coisa dá para o outro lado também. Não consegues pensar nas pessoas que não usam carro e têm que levar com o nojo que é o exagero de carros estacionados no meio do IST.


A questão é "as pessoas precisam de ter o espaço que os carros ocupam vazio?
Faz-te assim tanta diferença que quem tenha carro tenha um local onde o deixar para ir trabalhar?
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Mensagempor pereirinha » Sexta Dez 18, 2009 17:27

:fliu Escreveu:Eu quando escolhi a faculdade sabia que era a faculdade que queria com o curso que queria...
E acreditei que como em todo o lado onde se trabalha à alguém que se preocupa com as acessibilidades. Prefiro perder menos 1 hora em transportes por dia, chegar a tempo a testes e exames, do que andar por lá a bater contra arvores em vez de bater contra carros...
Quando quero estar em contacto com a natureza dirijo-me aos locais apropriados para isso... Ali é o meu local de trabalho. Já repararam na lástima que está o jardim norte? Sinceramente, acho que preferia que estivesse pavimentado e com carros do que com terra batida aos altos e baixos...


Pimentel Escreveu:A coisa dá para o outro lado também. Não consegues pensar nas pessoas que não usam carro e têm que levar com o nojo que é o exagero de carros estacionados no meio do IST.


A questão é "as pessoas precisam de ter o espaço que os carros ocupam vazio?
Faz-te assim tanta diferença que quem tenha carro tenha um local onde o deixar para ir trabalhar?


booyah!



já agora acho piada a essa de insistirem que o IST tá bem servido de transportes. também era o que mais faltava. até pode ter bem servido, mas há pessoas que não têm acesso a eles. eu por exemplo, acesso directo ao metro? só em 2015... à cp? chapéu... à carris? odivelas ainda fica longe... é lixado morar a 15 minutos do técnico e demorar 1 hora a lá chegar, e há gente a morar bem mais longe
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Mensagempor cabeca » Sexta Dez 18, 2009 17:39

sarocass Escreveu:Para finalizar, é engraçado ver este tal de "cabeca" que só responde ao que lhe convém, e quando sabe que claramente não tem a mínima "razão" não opina ou tenta mudar o rumo da conversa!


Como disse outro utilizador deste forum, estas discussões da internet dão sempre resultados positivos. Como tal e como estou agora na minha hora de almoço, tenho algum tempo para responder e tentar tornar positiva esta discussão. E quando dizes que quero mudar de conversa é verdade! Quero coloca-la de novo no assunto desta thread e não continuar discussões paralelas, qual combate de boxe entre dois intervenientes.


Em primeiro lugar, esqueçam lá a bicicleta. É um meio de transporte que serve para min que faço 5 km diariamente. Sei que não é prático para distâncias maiores. O exemplo do comboio foi infeliz. Eu uso-o ao fim de semana para levar a bicicleta a distâncias maiores, e percebo que deva ser impossível leva-la nas horas de ponta de um dia de semana. Poderemos arrumar o assunto bicicleta e não o usar repetidamente nas respostas?

Em segundo lugar, eu tenho um automóvel. Sei quais são todas as vantagens que ele me proporciona a min. Dá-me muito jeito para muitas ocasiões. É-me muito prático em situações específicas. E eu não quero retirar o direito a ninguém de ter o seu automóvel, que dá muito jeito a quem o tem, e que é muito prático para quem o utiliza.

No entanto também sei que o automóvel tem inúmeras desvantagens, e grande parte delas para o próprio, mas também e especialmente para os outros ou para a sociedade em geral. Além da poluição com geração de CO2, partículas nocivas e perigosas para a saúde pública, também existe o ruído que gera, o espaço urbano que ocupa, o estilo de vida sedentáro que promove, o stress que provoca nas filas de trânsito, os acidentes que causa com danos materiais, humanos e emocionais que acarreta. Nem tudo são rosas no mundo do automóvel.

E a min incomoda-me este encolher de ombros de muitos, que por mais desvantagens que existam, dizem ser um mal necessário pela vantagens que proporciona. Como se fosse uma fatalidade. Como se não se pudesse fazer algo de diferente.

É matematicamente impossível resolver o problema da mobilidade urbana numa zona densa como a Área Metropolitana de Lisboa recorrendo ao uso do automóvel. Não há espaço para acolher (e mesmo para circular) todos os automóveis de todos os seus habitantes. Entram e saem todos os dias em Lisboa cerca de 400 000 automóveis nesta cidade que contando com o que cá estão (cerca de 200 000) competem por cerca de 300 000 lugares de estacionamento (lugares gratuitos, pagos, perques publicos e parques privados) (Fonte: Lisboa o desafio da Mobilidade 2005) Há claramente mais automóveis do que estacionamento disponível e também claramente muitos automóveis em Lisboa.

O direito à acessibilidade a Lisboa é um direito de todos e por isso mesmo é claro para min que os transportes públicos são um bem de primeira necessidade. É esse o bem de primeira necessidade que deve ser o alvo das reivindicações de todos, de melhores condições, de horários mais alargados, de uma abrangência maior, de uma coordenação entre meios de transporte mais eficaz. É para esse bem de primeira necessidade que se devem canalizar energias, dinheiro, vontade política. É um meio de transporte muito mais eficiente energeticamente, mais seguro, mais escalável e mais apropriado a zonas urbanas densas do que o automóvel.

O automóvel não é um bem de primeira necessidade. E há demasiados em Lisboa. Construir mais autoestradas, providenciar túneis no centro da cidade, fazer parques de estacionamento em fartura ou providenciar lugares de estacionamento gratuitos no centro da cidade, potencia e fomenta o uso deste meio de transporte. É precisamente o contrário que Lisboa precisa. É precisamente o contrário que os seus habitantes necessitam e que os que cá trabalham e estudam também beneficiariam. Uma cidade mais ordenada, mais limpa, menos ruidosa e poluída, menos deserta e insegura de noite, uma cidade onde se possa andar a pé sem ser constantemente incomodado com carros estacionados em cima do passeio.

O automóvel está tão entranhado nas nossas vidas que se torna normal invadir de forma quase imperceptível, todos os espaços que nos rodeiam. E para mim, o caso do IST é fulcral. Não conheço outra faculdade (conheço poucas é certo) onde isto tenha acontecido. Nas outras faculdades (mais recentes e construídas com este paradigma do automóvel em mente) existem parques de estacionamento separados para essa única função: depósito de automóveis particulares. São zonas desinteressantes e funcionais, como qualquer parque de estacionamento o é. Os campus em si, são zonas pedonais, com edifícios, pessoas, zonas verdes. São zonas onde se trabalha, se estuda, se joga, se nada, num espaço acolhedor, inspirador, ordenado.

No IST, como não havia lugar a parque de estacionamento (nunca foi planeado) decidiu-se invadir o seu campus de forma desordenada marcado lugares em cima de passeios, em cima de verde, mesmo em cima do seu edifício central emblemárico. Qualquer espaço livre foi aproveitado para o estacionamento automóvel.

Podem concordar, discordar, achar bem, achar mal, mas é inegável que o IST perdeu e muito com a situação actual do estacionamento no campus. Se é necessário? É essencial? É um direito de quem se desloca de automóvel? A esta altura já perceberam qual a minha opinião acerca disso.

E esta proposta, que não é minha, é bastante moderada em relação ao meu ideial muito mais radical e irrealista (pelo menos a curto prazo) de limitar o estacionamento do IST ao parque subterrâneo de Civil e ao pedaço de alcatrão existente junto à entrada Norte do Campus. Apenas propõe aplicar o mesmo modelo de gestão de cidade que a cidade de Lisboa deseja. Foi a cidade de Lisboa que decidiu acabar com a desordem de estacionamento que existia à uns anos atras, aplicando o modelo da oferta e da procura: quando há mais procura do que oferta, o bem fica mais caro. Com este modelo tenta-se desencorajar o uso do automóvel particular, reduzir os cerca de 400 000 carros que entram em Lisboa.

Os transportes públicos podem e devem ser melhorados. Se devem ser feitos antes de todas estas medidas aqui descritas é onde eu discordo. Os transportes públicos devem ser melhorados ao mesmo tempo que se implementam medidas dissuasoras do transporte individual. É nessa altura que a procura do transporte público aumenta, é nessa altura que faz sentido investir para suprir as necessidades.

Quando se diz que as pessoas naturalmente irão preferir os transportes públicos quando estes forem bons, eu acho piada. E acho piada porque tenho provas anedóticas de pessoas moradoras em Lisboa que se deslocam pra todo o lado de carro apesar de terem um sistema de Metro rápido e fiável, apesar de terem dezenas de autocarros da Carris do mais moderno e confortável que conheço. Desenganem-se todos os que acham que as pessoas mudam os seus hábitos se não houver desincentivos ao uso do meio de transporte habitual. Taxar um estacionamento é um desses desincentivos. Podem não concordar com nada disto, como sei que não concordam, mas esta é a minha visão de cidade. Uma cidade onde desejo viver, trabalhar, passear, e fazer compras. E esta minha visão é muito mais vantajosa para todos os que cá vêm passar mais de oito horas diárias da sua vida. Será difícil mudar mentalidades? Mais do que difícil, eu acho que é uma tarefa inglória e cansativa, e principalmente extremamente emocional, porque sempre que se fala em estacionamento parece que estamos a fazer um ataque pessoal ao modo habitual de fazer e pensar as coisas nesta sociedade automobilizada.


E depois desta exposição toda, tenho a certeza que haverá dezenas de repostas do género: "Isso é tudo muito bonito, mas eu moro longe", ou "Isso é tudo muito bonito, mas é irrealista", ou "Isso é tudo muito bonito mas..."

Cumprimentos

Miguel Cabeça
PS. Não tenho partido nenhum. Não pertenço a nenhuma força política. Sou um simples funcionário público que trabalha no IST e que todos os dias olha para o campus e imagina uma das imagens que o Tiago Veras brihantemente colocou em esquema.
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Mensagempor Sóbrio » Sexta Dez 18, 2009 18:01

5*

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