Estacionamento no IST - Carta Aberta ao Presidente do C.G.

A visão da gente que o frequenta.

Mensagempor pereirinha » Sábado Dez 12, 2009 02:08

Johnny Escreveu:
Shadow88 Escreveu:
cabeca Escreveu:Viva,

pereirinha Escreveu:sem ofensa, até concordo com alguns dos teus pontos, mas há pessoas que não podem fazer 50 km diários de bicicleta com um portátil às costas...


O meu portátil não vai às costas mas sim, no suporte de bagagem da bicicleta. O comboio pode transportar uma bicicleta (e o seu dono) por 40 ou 50 Km. Mas as minhas intervenções não se centraram nas especificidades da bicicleta. Por favor, não vão por aí.

Está em causa algo maior, algo que afecta o nosso presente e certamente irá moldar o nosso futuro. Não nos podemos dar ao luxo de continuar a ignorar este aspecto da nossa sociedade só porque é incómodo ou porque já nos habituamos a conviver com o erro.

O que vos peço é que elevem um pouco a vossa visão sobre o problema.

Cumprimentos

Miguel Cabeça


O senhor não deve andar no mesmo comboio que eu...

Não sei como é que os parquímetros a volta do IST ainda funcionam :P Não que eu venha muito de carro para o IST. Mas não venho mais porque não tenho lugar... isto de fazer 60km de carro tem muito mais piada do que de transportes. Até porque demoro no mínimo 1/4 do tempo de carro...


De facto, não sei quais os comboios que se falam aí. Não devem ser os da linha de Sintra em hora de ponta.

Nestes referidos comboios estimo que nem o tão falado portátil cabe quanto mais uma bicicleta. E quando cabe, a probabilidade de ficar sem ele é elevada. Por acaso, mas só mesmo por acaso, nunca fiquei sem o meu. Mas já fiquei sem dois telemóveis e, entre outras coisa, um cachecol da selecção nacional!


Em relação ao andar na estrada ou no passeio, eu vou sempre na estrada. Como já foi referido, é mais lisinha.

Falando da carta, sou totalmente contra o conteúdo da carta. Eu uso, todos os dias, 4 (quatro) horas do meu dia em transportes públicos, excepto quando vou de carro que uso entre 50mins a 1h30.

Sou totalmente contra o facto de atribuir lugares de forma gratuita aos docentes, funcionários e alguns bolseiros, independetemente do lugar onde moram. Sou totalmente a favor da taxação dos lugares dentro do campus, mas com a selecção dos contemplados com base nas dificuldades de chegar ao técnico (tempo/distância).

Cumprimentos
João Marques


nem mexas mais, é isso mesmo.
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Mensagempor bocky » Sábado Dez 12, 2009 03:18

http://www.youtube.com/watch?v=AedoUAu0KMM

Será impossível em Lisboa?

€2 por dia pelo estacionamento do carro na periferia (há vários parques disponíveis, grandes) e uso do autocarro por toda a família.
€2,2 por hora nos parquímetros dentro da cidade.
while(!(succeed=try()));

Cusco.
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Mensagempor Pimentel » Sábado Dez 12, 2009 15:26

bocky Escreveu:http://www.youtube.com/watch?v=AedoUAu0KMM

Será impossível em Lisboa?

Muito bom.
Só para esclarecer uma coisa: querem permitir a que quem viva mais longe possa estacionar? Incluindo alunos? Mesmo?

É que se isto enche só com profs e bolseiros, como é que seria se fosse com alunos? Só no nosso curso, no ano em que entrei, éramos perto de 1500...

E como é que defines quem mais precisa? Pelo tempo?

"Vivo em Bragança e venho todos os dias para o IST de transportes"
Toma lá estacionamento. Nem vou pensar que podes estar alojado em Lisboa.

Qual é a fronteira? A partir de 100Km já se considera que é impossível não ter casa em Lisboa?
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Mensagempor Stallion » Sábado Dez 12, 2009 17:48

O que vale é que caso alguma coisa seja alterada já não estaremos no IST à uns bons anos..por isso discutam à vontade que eu vou agora para o IST de CARRO :wink:
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Mensagempor Sir Mach » Sábado Dez 12, 2009 19:12

bocky Escreveu:http://www.youtube.com/watch?v=AedoUAu0KMM

Será impossível em Lisboa?

€2 por dia pelo estacionamento do carro na periferia (há vários parques disponíveis, grandes) e uso do autocarro por toda a família.
€2,2 por hora nos parquímetros dentro da cidade.


Atenção que ai estamos a falar de países decentes, com ideias próprias, sem medo de inovar e desenvolvidos.
Não podes fazer essa comparação com Portugal.
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Mensagempor Shadow88 » Domingo Dez 13, 2009 01:11

Epá lamento, mas vocês são todos uma cambada de teóricos. Mas onde raio é que eu estou bem servido de transportes públicos? Vamos supor... mas só supor que vinha de transportes públicos para o IST (aconteceu no 1º semestre do meu 1º ano):

Acordar: hora x-y
Sair de casa: hora x
Chegar à paragem do autocarro: hora x+10 mins
... rezar para que o autocarro não venha muito atrasado nem tenha já passado.
Autocarro chega: melhor das hipoteses: x+10m, pior das hipoteses x+30m (há autocarros de 30 em 30 mins).

Chego à estação de Mem-Martins: melhor das hipóteses x+30m
pior das hipóteses: x+60m (muita gente para apanhar, muito atrasado)

Apanho o comboio: melhor das hipoteses: x+30m (está lá a minha espera)
Pior das hipóteses x+70m acabou de passar, espero 10 mins

Chego a Lisboa via entrecampos:
melhor das hipóteses: x+70m
pior das hipóteses: x+110m

Vamos supor que neste dia o comboio não se atrasou, não se matou ninguém na linha, e que está tudo normal.

Vou a pé até ao IST:
melhor das hipóteses: x+100m
pior das hipoteses: x+140m

Portanto, de transportes públicos demoro em média 2h de minha casa ao IST. Mais ou menos o mesmo tempo que demoro do IST a Coimbra por exemplo! E depois eu é que moro perto da faculdade...

De carro demoro, se não for em hora de ponta (entrar no IC19 as 7h00 ou depois das 9h30), na pior das hipóteses 40 mins.

Note-se que para mim é mais rápido ir via entrecampos e a pé depois para o IST. Mas posso ir de metro via Rossio ou via entrecampos... mas costumo demorar mais.

Minha situação actual: demoro 1h30 carro+comboio. Tipicamente saio de casa as 7h30-7h40 para chegar ao IST às 9h00.
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Mensagempor ZeroFLAG » Domingo Dez 13, 2009 14:50

O carro/mota é mais um meio de transporte, mas há certos iluminados que tendem a dizer que não presta, porque polui ambientalmente/"paisagisticamente"... Quero ver quando os carros deixarem de ser poluentes e... quando ficarem do tamanho de uma cápsula... :twisted:
Carro/mota é um meio de transporte, ponto. Se o IST está "bem servido" de transportes públicos, já nem todas as pessoas são bem servidas pelos mesmos.
Tem de haver um meio termo bem racionado e isso dá trabalho, é mais fácil ser radical. É fixe, dá nas vistas e até impressiona miúdas (às vezes...). :roll:
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Mensagempor Pimentel » Domingo Dez 13, 2009 15:23

O problema não é só a poluição, mas também o excesso de tráfego. Se não houvesse transportes públicos ninguém conseguia chegar a lado nenhum de carro.

Para quem está mais longe (ou mal servido de transportes públicos), já foi sugerida uma solução: ir de carro até uma estação de metro e ir para o IST de metro.

Carro é um meio de transporte. Ok. Mas se em vez de meteres 50 pessoas numa carruagem de comboio/metro, as meteres em 50 carros, a diferença vai ser enorme.

E esquecime de responder a isto:
:fliu Escreveu:Sugiro que ponham calçada na estrada e asfalto nos passeios... Faz-vos assim tanta diferença andar em cima do asfalto em vez de pedras da calçada? Até é mais lisinho...

O problema não é andar no passeio ou na estrada. O que se quer é dentro da faculdade poder andar num pavimento onde se tenha a certeza que não andam carros. Ou pelo menos seja pouco provável encontrá-los lá. Eu também gosto de andar na estrada. Principalmente quando sei que não há carros (por exemplo Bairro Alto, Baixa, etc)
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Mensagempor ZeroFLAG » Domingo Dez 13, 2009 15:27

ZeroFLAG Escreveu:Tem de haver um meio termo, bem racionado e isso dá trabalho
O Download de hoje é o Backup de amanhã.
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Mensagempor Pimentel » Domingo Dez 13, 2009 15:41

ZeroFLAG Escreveu:
ZeroFLAG Escreveu:Tem de haver um meio termo, bem racionado e isso dá trabalho


Não é preciso meio termo nenhum. O objectivo é claro: diminuir o trânsito nas cidades.
Se a rede de transportes públicos fosse melhor era excelente. Mas há quem ache que é muito mais importante transportes tipo TGV, e aqueles que são precisos que se lixem. Andem de carro.
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Mensagempor ZeroFLAG » Domingo Dez 13, 2009 16:01

Pimentel Escreveu:
ZeroFLAG Escreveu:
ZeroFLAG Escreveu:Tem de haver um meio termo, bem racionado e isso dá trabalho


Não é preciso meio termo nenhum. O objectivo é claro: diminuir o trânsito nas cidades.
Se a rede de transportes públicos fosse melhor era excelente. Mas há quem ache que é muito mais importante transportes tipo TGV, e aqueles que são precisos que se lixem. Andem de carro.


Diminuir o trânsito... se acabares com os carros e tiveres igual ou maior número de pessoas tens de ter mais transportes. Depois em vez de teres mais trânsito com carros individuais, tens com carros colectivos... As pessoas precisão de um certo conforto (bem estar) para serem produtivas, coisa que o carro/mota oferece e os transportes públicos, no geral, não conseguem. O problema não é solúvel com extremismos. E o carro pessoal pode ser excluído da equação. Muitas vezes é mal utilizado, a solução talvez passe pela educação e melhoramentos das alternativas. No momento em que, a generalidade, das pessoas se sinta confortável nos transportes públicos, penso, que deverão começar a delegar a utilização do carro.
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Mensagempor Pedro Oliveira » Domingo Dez 13, 2009 17:31

Eu tenho que vir aqui só dar o meu contributo informando que estou super bem servido de autocarros. Nas horas de ponta Torres-Lisboa (6.40 até as 8) tenho autocarros de 10 em 10 min ou de 7 em 7 min e o mesmo ao contrario Lisboa Torres entre as 17 e as 19h. Depois, o máximo tempo q temos entre autocarros é meia em meia hora nas horas mais mortas ou entao quinze em quinze, ou vinte em vinte. só a partir das 22h é q há só de hora a hora.

Demoro 2 minutos a chegar a paragem do autocarro e o autocarro demora SEMPRE (tirando acidentes na A8) 40 min a chegar ao campo grande.

Eu não posso pedir melhor.
http://ciclodasquintas.pt.vu - Música portuguesa em formato acústico.

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Mensagempor cabeca » Domingo Dez 13, 2009 18:42

João,

Johnny Escreveu:Sou totalmente contra o facto de atribuir lugares de forma gratuita aos docentes, funcionários e alguns bolseiros, independetemente do lugar onde moram. Sou totalmente a favor da taxação dos lugares dentro do campus, mas com a selecção dos contemplados com base nas dificuldades de chegar ao técnico (tempo/distância).


Essa é boa! Muito boa aliás. Então vamos lá a ver se entendi a tua argumentação.

Comprei casa à pouco tempo com a minha mulher. Escolhemos (vou repetir, ESCOLHEMOS) uma casa minúscula em Alvalade, (bem perto do IST) numa zona simpática com árvores, com acesso a transportes públicos à porta, zonas comerciais e cinema à distância de andar a pé. No entanto a casa é mesmo pequena, tem 50 anos, não tem elevador, não consigo fazer com que os vizinhos entrem em acordo para fazer obras essenciais de água e electricidade. Não tem garagem, e é difícil estacionar o pequeno carro que temos para os dois. O carro que eu tinha mandei-o às urtigas por ser um disparate termos dois carros aqui. A casa não foi barata, ficamos um ano sem portas nem rodapés (para juntar dinheiro para os comprar), ainda não temos ar condicionado (aquecedor a óleo no inverno e vais com sorte) e carrego todos os dias a minha bicicleta às costas para o 2º andar onde a guardo no minúsculo escritório onde também se trata da roupa à falta de marquise.

O meu cunhado comprou uma casa nova pelo mesmo preço em Sto. António dos Cavaleiros, maior, com bom isolamento, ar condicionado, elevador, garagem para dois carros, bicicletas e pequena bancada de trabalho. Também tem lugares de estacionamento à porta quando não apetece meter o carro na garagem. No entanto precisa do carro para ir ao pão e para ir trabalhar em Lisboa.

Segundo a tua regra, o meu cunhado teria "direito" a ter um lugar de estacionamento e eu não.

É justo sim senhor. Na nossa vida as escolhas que fazemos têm implicações. Os totós que se sujeitam a casas velhas e pequenas em Lisboa (um luxo, dirão muitos) levam com os carros dos que escolheram melhores condições na periferia. É uma questão de justiça. E se estrebucham porque os incomoda trabalhar num parque de estacionamento, é porque não compreendem os coitadinhos que não têm alternativa senão vir de muito longe, um em cada carro, exigindo ter lugar gratuito no destino.

Desculpem o desabafo.

Miguel Cabeça[/b]
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Mensagempor pereirinha » Domingo Dez 13, 2009 20:47

só uma coisa, ninguém em santo antónio dos cavaleiros precisa do carro para ir ao pão...

eu compreendo esse teu desespero, mas simplesmente não há volta a dar. apesar de todos os seus malefícios, os carros vieram simplificar bastante a vida das pessoas, tanto que quaisqueres argumentos que possam ser criados contra os automóveis, não chegam...
e o que dizes não faz sentido. o que acontece é que a maioria das pessoas que trabalha em lisboa vive na periferia. (dos 2.8 milhões da AML, só 0.6 vivem em lisboa) e muitos preferem o conforto, a rapidez e a facilidade dos automóveis. e não podíamos viver todos em lisboa e andar de bicicleta...
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Mensagempor cabeca » Domingo Dez 13, 2009 21:39

pereirinha Escreveu:só uma coisa, ninguém em santo antónio dos cavaleiros precisa do carro para ir ao pão...


O meu cunhado precisa. Era dele que estava a falar. E falo obviamente das urbanizações novas em Sto. António dos Cavaleiros, no alto do morro isoladas de tudo.

eu compreendo esse teu desespero, mas simplesmente não há volta a dar. apesar de todos os seus malefícios, os carros vieram simplificar bastante a vida das pessoas, tanto que quaisqueres argumentos que possam ser criados contra os automóveis, não chegam...


Claro que há volta a dar. Até há uns tempos sofria bastante com o fumo do tabaco dos outros, nos restaurantes, nos cafés, no metro, em todo o lado. Não havia volta a dar na altura, interferir com leis no tabaco era mexer com indústrias de milhões e entrar em discussões acesas em relação à liberdade das pessoas. Até que se fez alguma coisa, e hoje como o cozido ao sábado num restaurante cá do bairro sem o incómodo do cigarro alheio. Por isso não me venhas dizer que não há nada a fazer. Isso é uma atitude de resignação e aceitação sem questionar do status quo, nada saudável num jovem como tú.

e o que dizes não faz sentido. o que acontece é que a maioria das pessoas que trabalha em lisboa vive na periferia. (dos 2.8 milhões da AML, só 0.6 vivem em lisboa) e muitos preferem o conforto, a rapidez e a facilidade dos automóveis. e não podíamos viver todos em lisboa e andar de bicicleta...


O que é que eu disse que não faz sentido? Eu falei em escolhas e nas consequências que elas têm. Não fui claro? Se alguém escolhe morar fora de Lisboa e trabalhar em Lisboa tem de colocar na equação o seu meio de transporte, e os gastos com esse meio de transporte. O estacionamento é um desses gastos.

Quando a uma população de 8000 ou 10000 utilizadores diários do campus da Alameda do IST são retirados direitos de usufruto pleno de jardins, ninguém se queixa.Temos dois jardins de cada lado do Pavilhão central completamente cercados de automóveis. Temos mais dois pequenos jardins nas laterais da Alameda invadidos por automóveis e ninguém se queixa. Chega-se ao absurdo de marcar lugares em cima de verde e ninguém se queixa.
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Ao pé do Complexo interdisciplinar há lá uns rectângulos de relva e um pequeno jardim que não se vê, nem convida a lá ficar:
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Mas que existe e aposto que a maior parte de vocês nem se deu conta:
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Ninguém se queixa de andar no meio de um parque de estacionamento porque já está tudo habituado a isto e não há nada a fazer. Pois eu acho que há. Não vou fazer muitos amigos com esta luta é certo, mas sei que posso fazer alguma coisa. Ficar quieto e com os ombros encolhidos é que não.

Cumprimentos

Miguel Cabeça
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